O QUE É A OBRA DE DEUS?

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Por: Pr Armando Taranto Neto

É na bíblia que aprendemos que, somente a Palavra de Deus pode executar a sua obra, “pois tudo que foi criado, obras visíveis e invisíveis, existem por intermédio da palavra de Deus” ( Hb 11:3 ).
Toda obra de Deus, seja ela criativa ou redentora, só poderá ser executada através de Sua Palavra “Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei” ( Is 55:11 ).
“Disseram-lhe, pois: Que faremos para executarmos as obras de Deus?” ( Jo 6:28 )
Do coração humano tem procedido uma grande disposição interna de realizar algo para Deus. Por meio deste desejo inúmeras religiões e seitas têm surgido com um sem número de ritos, rituais, sacrifícios e serviços objetivando agradar a Deus, entretanto, se esquecem que ritos, serviços, oblações, etc são incapazes de tornar o homem agradável a Deus.
Ecoa-se então a pergunta: – Em que consiste a Obra de Deus? Como executá-la?
Pergunta esta também dirigida a Jesus pelos judeus que o seguiam quando lhes prometeu alimento que concede vida eterna “Que faremos para executarmos as obras de Deus?” ( Jo 6:28 ).
Os questionadores da pergunta: “Que faremos para executarmos as obras de Deus?” ( Jo 6:28 ), eram homens carnais, pois ainda não haviam crido em Cristo. Buscavam a Jesus somente pela certeza de que se fartariam de pão e peixe que perecem, porém, não consideravam e nem estavam dispostos a seguir a doutrina de Cristo.
Cristo Jesus alertou-os para que deixassem de despender sacrifícios pela comida que perece (peixe e pães), pois tornaram-se seguidores do Mestre somente porque se fartaram com o pão. Ou seja, uma vez que fosse obedientes à Palavra de Cristo todas estas coisas seriam acrescentadas naturalmente, assim, aquele era o momento de buscar o reino dos céus e a sua justiça “Buscai antes o reino de Deus, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” ( Lc 12:31 ).
Eles não discerniam as coisas espirituais ( 1Co 2:14 ). Através de uma análise da pergunta pode-se demonstrar que estavam equivocados quanto ao que depreendiam do verdadeiro significado de se executar a Obra de Deus.
O primeiro erro explicitado na pergunta é claro quando eles demonstram defender a ideia de que é possível ao homem, por si só, realizar a obra de Deus. O mesmo erro dos seus pais que foram salvos do Egito, uma vez que eles também pronunciaram fazer a obra de Deus, como registrado em ( Ex 24.7) : “E tomou o livro da aliança e o leu aos ouvidos do povo, e eles disseram: Tudo o que o SENHOR tem falado faremos, e obedeceremos” .
Atente a resposta e como o Mestre corrige o foco da pergunta dos seus inquiridores: “A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou” ( Jo 8:29 ).
Jesus ensina que:
a) a obra é de Deus, ou seja Ele administra o processo;
b) a obra é Divina, ou seja, não compete ao homem realizá-la. O homem é apenas a ferramenta que o Senhor se utilizará através da capacitação e Sua beneplácita distribuição de dons.
A obra de Deus consiste em que os homens “creiam n’Aquele que Ele enviou”, o Verbo encarnado. Eis o motivo pelo qual a Sua palavra é anunciada em todos os tempos, para que creiam n’Ele, pois a obra de Deus (fé) vem somente pelo ouvir, “… e o ouvir pela palavra de Deus” ( Rm 10:17 ).
A bíblia nos mostra que somente a palavra de Deus pode executar a sua obra, pois toda a criação, obras visíveis e invisíveis, existem por intermédio da palavra de Deus ( Hb 11:3 ). Toda obra originada em Deus, seja ela criativa ou redentora, só pode ser executada por meio da sua palavra “Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei”(Is 55:11 ).
Quando Moisés leu o livro da aliança aos ouvidos do povo tinha por objetivo gerar confiança em Deus, pois através da obediência à Palavra de Deus teriam vida “E te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem teus pais o conheceram; para te dar a entender que o homem não viverá só de pão, mas de tudo o que sai da boca do SENHOR viverá o homem” ( Dt 8:3 ).
O apóstolo dos gentios dá testemunho em seu encontro com Jesus onde Este o chama para Sua Obra: “Mas o Senhor disse a Ananias: “Vá! Este homem é meu instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios e seus reis, e perante o povo de Israel.” (At 9.15)
E, ainda em ICo 3.9: “Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus.”
Olhando ainda para o livro do Gênesis 2.15 percebe-se que o homem foi estabelecido no Jardim do Éden para cuidar da Obra que o Senhor havia realizado: “E tomou o SENHOR Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar.”
Jesus é nossa referência no tocante a trabalhar na Obra de Deus Jo 9.4: “Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar”.
Santo Agostinho em seu livro “Confissões” no capítulo V “Súplica”, assevera que fazer a Obra de Deus demanda completa entrega e confiança no grande amor do Pai, ainda que redunde em morte:

“…Quem me dera descansar em ti! Quem me dera que viesses a meu coração e que o embriagasses, para que eu me esqueça de minhas maldades e me abrace contigo, meu único bem! Que és para mim? Tem piedade de mim, para que eu possa falar. E que sou eu para ti, para que me ordenes amar-te e, se não o fizer, irar-te contra mim, ameaçando-me com terríveis castigos? Acaso é pequeno o castigo de não te amar? Ai de mim! Dize-me por tuas misericórdias, meu Senhor e meu Deus, que és para mim? Dize a minha alma: Eu sou a tua salvação. Que eu ouça e siga essa voz e te alcance. Não queiras esconder-me teu rosto. Morra eu para que possa vê-lo para não morrer eternamente. …”

Conclui-se, assim, que a obra de Deus é para todos.
Todos são chamados a trabalhar para Deus, entretanto alguns pressupostos para se realizar a obra de Deus devem ser observados:

2.1 – Entendimento de que a Obra é de Deus:

Jesus ensinou que convém fazer a obra d’Aquele que o enviou.
O mérito e reconhecimento não é nosso.
Somos meros instrumentos de Deus.
Diante disso o crente é levado a refletir sobre qual é a sua motivação em executar a obra de Deus.
Todo aquele que foi chamado a trabalhar para Deus deve ter consciência de que não é nada em si mesmo, mas a sua capacitação vem d’Aquele que o chamou.

2.2 – A Obra de Deus é realizada por homens de Visão:

O que isso quer dizer?
Visão é antever aquilo que vai ser feito. É a capacidade e a sensibilidade de poder ver antes. Visão é um dos elementos imprescindíveis na Obra de Deus, Leonard Ravenhill em seu livro intitulado: “Porque tarda o pleno Avivamento” diz:

“Embora a igreja seja pobre sob muitos aspectos, é mais pobre ainda na questão da oração. Contamos com muitas pessoas que sabem organizar, mas poucas a agonizar; muitas que contribuem, mas poucas que oram; muitos pastores, mas pouco fervor, muitos temores, mas poucas lágrimas, muitas que interferem, mas poucas que intercedem; muitas que escrevem, poucas que combatem. Se fracassarmos na oração, fracassaremos em todas as frentes de batalha. Os dois requisitos básicos para se ter uma vida cristã vitoriosa são visão e fervor…”

2.3 – A Obra de Deus é realizada por homens Desprendidos:

Homens e mulheres que estejam dispostos a renunciar a tudo o que for preciso.
Homens e mulheres que percebem a urgência que existe na obra de Deus.
Lucas 9.57-62
57 E aconteceu que, indo eles pelo caminho, lhe disse um: Senhor, seguir-te-ei para onde quer que fores. 58 E disse-lhe Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça. 59 E disse a outro: Segue-me. Mas ele respondeu: SENHOR, deixa que primeiro eu vá a enterrar meu pai. 60 Mas Jesus lhe observou: Deixa aos mortos o enterrar os seus mortos; porém tu vai e anuncia o reino de Deus. 61 Disse também outro: Senhor, eu te seguirei, mas deixa-me despedir primeiro dos que estão em minha casa. 62 E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus.

2.4 – A Obra de Deus é realizada por homens que têm compaixão de seus semelhantes

Mc 6.34
34 E Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e teve compaixão deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor; e começou a ensinar-lhes muitas coisas.

Qual é o ponto central da obra de Deus?

João 3.16
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho Unigênito para que todo aquele que n’Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”

2Coríntios 5.18-20
18 E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação;
19 Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação. 20 De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamo-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus.

Muitos crentes, quando sobem ao altar para entoar louvores, iniciavam pedindo desculpas, pois não houve tempo para ensaiar, estavam com a voz rouca, ou desafinaram e ainda se Justificam: “… é para o Senhor né, irmãos, então eu peço que os irmãos fiquem em espírito de oração”, (como se houvesse espírito de oração!) este é um dos absurdos exemplos de se fazer a obra de Deus relaxadamente, como diz a Palavra: “O meu povo é destruído porque lhe falta conhecimento…”. Os. 4:6. A Palavra de Deus nos diz: “Maldito aquele que faz a obra do Senhor relaxadamente…” Jr 48.10. Sendo assim, por ser “para o Senhor” deve ser feito da melhor maneira possível, deve-se capacitar, se esmerar, se aperfeiçoar em fazer o melhor. Todo nosso trabalho para o Reino de Deus exige “Comprometimento”, “Qualidade” e “Dedicação”

PARA DEUS, QUANTO PIOR MELHOR!

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Por: Pr Armando Taranto Neto

“ Mandaram, pois, as irmãs dizer a Jesus: Senhor, eis que está enfermo aquele que tu amas. Jesus, porém, ao ouvir isto, disse: Esta enfermidade não é para a morte, mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela. Ora, Jesus amava a Marta, e a sua irmã, e a Lázaro. Quando, pois, ouviu que estava enfermo, ficou ainda dois dias no lugar onde se achava.” (João 11.3-6)
Uma vez mais Jesus mostra que a perspectiva divina não tem ressonância com a visão humana.
Lázaro, o provável arrimo de uma família que Jesus muito amava, como o próprio texto deixa bem claro, estava com uma enfermidade muito grave, motivo que levou suas irmãs enviarem-lhe um mensageiro solicitando sua presença urgente. Jesus recebe a noticia e resolve ir após dois dias. Em outras palavras, entendemos no texto que Jesus esperou piorar para poder agir.
Por vezes enfrentamos uma grande adversidade e achamos que estamos no extremo daquilo que poderíamos suportar. Choramos, rogamos, gememos e a resposta não vem, ao contrário, nos vemos em direção a um túnel cada vez mais sombrio e sem saída.
Quando lemos em Marcos 5, Jairo, o príncipe da sinagoga abrindo mão de sua reputação, seus preconceitos e de joelhos rogando que Jesus vá à sua casa e imponha suas mãos sobre sua filhinha, pois estava nas últimas. Jairo entendia como funcionava o Profetismo de Israel, sabia como Elias, Eliseu, Isaias, Ezequiel, etc, agiam; conhecia os protocolos que regiam as ações destes homens de Deus. Então orienta Jesus “como” fazer: “Vá lá em casa, imponha as mãos sobre minha filhinha e como o senhor é mais um profeta de Deus o que acontecia com os arautos do Antigo Testamento assim também ocorrerá contigo, esta é a ordem natural do mundo espiritual”. Este é o nosso erro, pensamos que o Senhor sempre agirá de acordo com uma receita de bolo. Ele é Deus e fará conforme o Seu Santo querer, agindo Ele ninguém O impedirá.
Jairo só não sabia que Jesus não era mais um profeta de Deus, mas sim o “Profeta e Filho de Deus”.
No caminho da casa de Jairo Jesus é tocado por uma mulher com fluxo de sangue e então se detém. Jairo fica desesperado, mas tem a oportunidade de reforçar sua fé vendo a mulher ser liberta de seu mal; sua fé é acrescentada. Mas, em seguida, uma triste notícia azeda sua vida e esperança, ”(…) -Porque incomodas ainda o mestre, a tua filha está morta (…)” a “demora” de Jesus ocasionou a morte da filhinha do príncipe da sinagoga. O que estava ruim piorou, o que era sombra na vida do pai se transforma em treva existencial.
Jesus poderia demorar-se menos, poderia responder-nos mais rapidamente, poderia transformar em um piscar de olhos a minha triste situação, será que Ele não está vendo o quanto estou sofrendo? Será que vale a pena minha fidelidade? Está tendo algum resultado minha renúncia a todos os pratos de lentilhas do mundo para ter que digerir diariamente este cálice de fel de minha entrega ao Evangelho?
A resposta de Cristo Jesus a Jairo, ao ver seu semblante caído é: “Não temas Jairo, Crê somente”, esta é a chave da ressurreição dos mortos, é a palavra revigorante daqueles que estão perdendo suas forças e, como a mulher de Ló, desistindo do caminho da Vida e voltando-se para a estrada de Sodoma.
A mesma resposta foi dada às irmãs de Lázaro, “Eu Sou a ressurreição e a Vida”. Jesus é a resposta quando não existe mais resposta, é Ele quem tem o poder de tirar Vida de um sepulcro lacrado e mal cheiroso, mudando todo o contexto e trazendo esperança de libertação e propósito do ser. Jesus dá a ordem: “Desligai-o e deixai-o ir”. Aquele que, mesmo achando-se esquecido, tem um encontro com o Senhor é liberto e livre para ir , não para onde quer, mas ao encontro de Sua Santa vontade.
Se tudo está atrasado em tua vida, já cheira mal, está desenganado por tudo e por todos ou já está quase à morte, não temas, Crê somente!
Se hoje creres verás a Glória de Deus, ainda que aquilo que esteja ruim venha a piorar.
Jesus sempre chega na hora certa.
Pense nisto.

POR QUE É QUE, AQUILO QUE EU NÃO QUERO FAÇO, E O QUE QUERO NÃO FAÇO?

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Por: Pr Armando Taranto Neto

“Pois o que faço, não o entendo; porque o que quero, isso não pratico; mas o que aborreço, isso faço. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. Agora, porém, não sou mais eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; com efeito o querer o bem está em mim, mas o efetuá-lo não está. Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse pratico. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim.” (Rm 7.15-20)
Este era um grande dilema que tirava a paz do apóstolo Paulo e, por que não dizer, tem tirado a nossa também.
Sabemos quais são os propósitos do Senhor para as nossas vidas, entendemos que a não observação dos mandamentos do Pai irá atrasar o cumprimento de suas maravilhosas promessas, temos convicção que o fazer o bem e o que é certo está completamente de acordo com a Palavra de Cristo, aprendemos também que nossos olhos, pensamentos, ações, atitudes, palavras, etc dizem muito quem somos; então por que? Sabedores que somos de todas estas verdades insistimos em fazer exatamente o contrário?
O motivo deste dilema está no fato de que, se ainda somos dominados por pensamentos abomináveis, e uma sensação de que não temos o controle sobre atos pecaminosos, a carne ainda é quem dita as regras em nosso ser. Precisamos urgentemente de nos “Converter ao Evangelho”.
Se o Senhor Jesus não é o Senhor de todo o nosso ser Ele não é o Senhor de nada.
“Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus.” (Rm 6.11)

Lembre-se, o pecado nunca morre, nós é que devemos estar “Mortos para ele”.

EVANGELHO, O “VÍRUS” QUE “MATA” A MORTE E TE PROPORCIONA A VIDA ETERNA

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Por: Pr Armando Taranto Neto

Foi publicada recentemente uma noticia a respeito de supostos desvios de conduta de um pastor “excêntrico” que tem seu ministério entre os encarcerados. Disse o desafeto acusador :
“ – Este pastor dissemina um vírus com suas pregações e domina a mente dos presos” (sic)
Fui procurar ajuda em nosso grande auxiliar gramatical, Dicionário Aurélio, para ampliar o significado de “vírus”, que assim explica o verbete: “ Biol. Diminuto agente infeccioso, apenas visível ao microscópio eletrônico e que pode apresentar formas diversas (bastonete, esfera, etc). [FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. O Dicionário da Língua Portuguesa.]
Ora, o pastor acusado, em suas gravações disponíveis na internet, não faz nada mais do que pregar o evangelho; claro, de uma maneira um pouco fora do convencional. Mas o que é pregação convencional?
Sabe, realmente o Evangelho de Jesus, do ponto de vista espiritual, é mesmo um “vírus”. Um “vírus” geneticamente modificado, ao invés de fazer o mal causa o bem, não conduz o indivíduo, por ele “Infectado”, ao definhamento e morte, mas à saúde espiritual e à vida.
Jesus mesmo fala sobre o Reino de Deus ser semelhante a um homem que saiu a “semear”. Traçando um paralelo entre o corpo humano e um “vírus” e a terra com a semente, percebemos algo surpreendente. Assim como o ”vírus” depende da debilidade de um organismo para ser bem sucedido, a semente (que representa o evangelho) depende da disposição da terra em ser germinada (ou ouvinte querer sua transformação).
Realmente o Evangelho é um “vírus” que incomoda aqueles que não tem disposição e coragem para serem transformados e libertos, como os sábios presidiários que foram alcançados pelas palavras do excêntrico pastor perseguido.
Tal qual um invisível e microscópico “vírus” que consegue derrubar um ser humano que é milhões de vezes maior, assim também a semente do Evangelho, entra sutilmente no coração do homem e silenciosamente, amorosamente, consegue desmoronar todo edifício de soberba, arrogância, ignorância, prepotência e auto suficiência de seu ser. Da mesma forma que o “vírus” a semente do Evangelho incomoda, irrita, nos faz sentir mal, nos deixa contrariado, chegamos em muitos momentos a chorar e a gemer de dor quando ele nos revela o que devemos ser em confronto com quem na verdade somos. Como o invisível espermatozóide fecunda o óvulo dando origem a um novo ser, a semente do Evangelho cria em nós a Nova Criatura.
O Evangelho é mesmo um “vírus”.
Lembremo-nos da pérola, ela é formada com o sofrimento da ostra. Um único e minúsculo grão de areia entra no molusco e por cinco ou oito anos irrita-o, machuca-o, o contraria e o violenta. A ostra então, desesperadamente, envolve aquele grão com uma substância calcária (nácar ou madrepérola) para evitar os ferimentos do corpo estranho. A pérola está na ostra mas não faz parte dela. O grão de areia foi algo que, no princípio, causou desconforto ao molusco, mas que agora, com o passar do tempo necessário, transformou todos aqueles momentos de dor e amargura em uma gema de grande valor.
Só se tem acesso à pérola após a morte do molusco; a beleza da pérola só pode ser percebida com o sacrifício de quem tanto sofreu para produzi-la, a ostra.
O Evangelho, como o “vírus” do amor de Deus, resgata a dignidade do homem. É tão eficaz que consegue libertar um encarcerado, não das grades físicas, mas das muralhas do pecado de sua consciência. Ele permanece confinado no espaço prisional, mas é um homem livre.
Se você ainda é uma pessoa “saudável” aos seus olhos, deixe-se “infectar” do amor de Deus que está em Cristo Jesus nosso Senhor.
O Evangelho é o “vírus” que “mata” a morte e te conduz à Vida Eterna.

UMA SÁBIA PERGUNTA IMBECIL

JESUS E NICODEMOS C 300x251 UMA  SÁBIA  PERGUNTA  IMBECIL

Por: Pr Armando Taranto Neto

“(…) Ora, havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, um dos principais dos judeus. Este foi ter com Jesus, de noite, e disse-lhe: Rabi, sabemos que és Mestre, vindo de Deus; pois ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele. Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? (…)” (João 3.1-4)

Nicodemos não era uma pessoa qualquer na sociedade judaica, não senhores. Ele era um Fariseu (Hb. Prushim), homens devotos à Torah (Livro da Lei Judaica), que surgiram no século II a.C. Eram uma seita do judaísmo, a mais segura delas, como o seu próprio nome diz eles eram os “separados” e por conseguinte “santos”.
Nicodemos era então um homem muito preparado nas Escrituras. Ele era também um admirador secreto de Jesus, pois como o próprio texto diz: “… foi ter com Jesus, de noite…” Não queria macular sua reputação diante de seus pares ao ser flagrado conversando com o famoso “herege” Galileu.
Havia alguma coisa no coração do sábio Nicodemos, pois percebeu que esse Galileu era diferente de todos os outros falsos messias que lhe antecederam. Ele próprio confessa: “(…) Sabemos que tu és Mestre vindo de Deus, pois ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes se Deus não estiver com ele. (…)”
Admiro Jesus, pois Ele sempre nos desconcerta. Ele sempre tem uma nova perspectiva a nos mostrar. Nicodemos elogiou Jesus, Jesus tirou o foco de si e convergiu para o Reino, para uma dimensão Nova que Nicodemos estava pronto para conhecer.
Jesus ensina que para começar a entender esta nova dimensão espiritual primeiramente Nicodemos teria que “Nascer de Novo”. O fariseu, separado e santo Nicodemos deve ter entrado em um hiato de contemplação. Não temos noção de quanto tempo se passou da primeira proposta de Jesus para que o novo nascituro formulasse a mais “sábia pergunta imbecil” de toda a Bíblia. Nicodemos tem o primeiro prêmio disparado:
“(…) Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? (…)”

Fico imaginando a fisionomia de Cristo Jesus após esta pergunta tão infantil; quem sabe um sorriso de canto de lábio, ou um amoroso balançar de cabeça negando…. Não sabemos na verdade, mas uma coisa aprendemos com o santo e separado Nicodemos, ele estava exatamente cumprindo o requisito primeiro do Reino: Fazendo-se uma criancinha. A criança não tem medo de errar, não está preocupado com o que pensarão dela. O mais importante para Nicodemos naquele momento era encontrar a porta de entrada nesta nova dimensão do Espírito que só terão acesso aqueles que, no sistema mundano, são reputados como tolos, imbecís, faltos de bom senso, retardados ou até como pessoas manipuláveis e de QI inferior a 20.
Assim que Nicodemos desceu do pedestal humano do conhecimento e arrogância estava pronto para ter acesso ao Reino.
Interessante que é um processo, o homem primeiro tem que nascer de novo para poder “Ver” e em seguida Jesus ensina que, se após serem abertos os olhos para a dimensão Espiritual do Reino, o homem não for gerado pela Água e pelo Espírito, não poderá “Entrar” nele.
Então é verdade que na Igreja, que é o lugar da manifestação do Reino, existem pessoas que “Vêem” e outras que “Entram” no Reino.
Pessoas que se deixam gerar pela lavagem da Água (Palavra de Deus) e a vivificação do “Espírito” de Deus tornando-se uma Nova Criatura tem a perspectiva e promessa de “Entrar” no Reino e usufruir de todas as bênçãos da entrada.
Da mesma maneira temos que conviver com aqueles que se contentam em somente “Ver” o Reino. Vê à distância, como Moisés contemplou de longe a Terra Prometida mas não pôde usufruir da Graça de conquistá-la.
É como o irmão do Filho pródigo que, contrariado com a volta do irmão arrependido e curado, negou-se a “Entrar” na casa do “Pai” e participar da festa, músicas, danças, bezerro cevado, etc.
O problema do irmão do filho pródigo é o mesmo de muitos hoje no arraial cristão, não querem compromisso com a essência do Evangelho: renúncia, cruz, perdão, misericórdia, lágrimas, oração, batismo, comunhão, etc. O propósito deles é, no final das contas, no apagar das luzes da existência, poderem pelo menos ter um “Cabrito” para celebrar com os “amigos”. O Reino, bem como o tesouro deles está na dimensão da terra com os “amigos” e não com os “Irmãos” do Reino de Deus.
Nicodemos, apesar de sua pergunta aparentemente tola você é um homem sábio, você é feliz!
Se fez um tolo para descobrir o Caminho da Vida Eterna e encontrou.

Pior para aqueles que se acham “santos”, “separados” e até Mestres em Israel e ainda não descobriram isto!

VOCÊ POSSUI AS COISAS OU É POSSUÍDO POR ELAS?

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Por: Pr Armando Taranto Neto

“E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida do homem não consiste na abundância das coisas que possui”. Lucas 12.15.
A recomendação básica de Jesus repousa em que devemos nos afastar da avareza, isto porque o cerne da vida do homem não está naquilo que ele “possui”, mas sim no que na verdade ele “é”.
Já o sistema do mundo vai na contra mão desta recomendação, dando ênfase exatamente àquilo que o cristão deve abominar, a possessão das coisas e a avareza. Isto ocorre porque os homens sem Deus aprenderam a medir o seu semelhante pelo que este “tem”.
Quando Samuel foi à casa de Jessé para ungir o novo rei de Israel, o Senhor lhe disse : “Porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração.” I Samuel 16.7.

Você já reparou que às vezes, em meio a uma conversa, esquecemos o nome de alguém e logo nos lembramos de algum bem que o mesmo possui para identificá-lo?
Ex: “ – É aquele que tem um carro assim, e assado!”
“ – É aquele que sempre vem com um terno, ou uma gravata assim e assado!”
“ – É aquele que tem uma casa bonita na rua tal!”

Existe uma grande diferença em possuir as coisas e ser possuído por elas.
Quem possui alguma coisa tem o domínio dela, faz o que quer de sua posse, pode dar o nome, atribui marcas sobre sua posse, quando quer usa, quando não, deixa guardado. O possuidor pode também ser o doador de sua posse, pode abrir mão do que possui, a saber que o que ele é permanece em essência, será inabalável, mesmo que não seja mais o possuidor de sua posse. Aquele que possui também é o dono da posse, a despeito dela querer ou não ser possuída pelo possuidor. O que possui é livre, é Senhor da posse e permanece. O possuidor não “TEM”, Ele “É”.
Aquele que é possuído, por seu turno, é dominado pelo possuidor, tem que obedecer seu dono, recebe o nome, recebe as marcas e ainda fica disponível para ser usado, não quando quiser, mas segundo a vontade do que o possui. Aquele que é possuído não é dono de si mesmo, pode ser doado, vendido, trocado ou destruído por seu dono. O possuído perde a liberdade, é um escravo, é utilizável e descartável. Está morto para si mesmo.
O possuído das “coisas” só resgata sua dignidade ao entregar-se nas mãos habilidosas e amorosas do Santo, Eterno Possuidor e Senhor Jesus Cristo.
Os homens sem Deus tentam apoderar-se das coisas através da violência, e é por isso que nunca as possuem realmente. É que as coisas do mundo de Deus tem um “instinto misterioso”, como que uma norma sagrada que é não quererem ser estupradas ou violentadas.
Quem tenta se apoderar delas com violência não as possuirá, ainda que as encaixote ou as confine. Tê-las-á é verdade, mas elas não se deixarão possuir.
Quando algo ou alguém não quer ser possuído, ninguém e nada o fará, mesmo guardado a sete chaves em um cofre.
O que pelo amor não é unido não está realmente unido
Quem não possui pela alma, não possui.
O Reino dos céus e as riquezas de Deus pertencem àqueles que delas não se apoderam, mas em renúncia de coração voluntário abriram mão de tudo e já não possuem nada.
A “despossessão” ou desapego das coisas é o único meio de se possuir.
A libertação total é a única posse real.
Onde está o teu tesouro?
Onde mora tua “Posse Maior”?

Não te esqueças: “ Onde estiver o teu tesouro, ai também estará o teu coração” (Mateus 6.21)

OS PASTORES DE “ABRÃO” E OS PASTORES DE LÓ

OVELHA1 300x162 OS  PASTORES DE ABRÃO  E  OS  PASTORES  DE  LÓ

Por: Pr Armando Taranto Neto

“(…) Pelo que houve contenda entre os pastores do gado de Abrão, e os pastores do gado de Ló. E nesse tempo os cananeus e os perizeus habitavam na terra. (…)” (Gênesis 13.7)
A Bíblia é mesmo um livro surpreendente.
Logo após a chamada e a saída do então Abrão de sua parentela, chega um momento crucial da jornada do patriarca. Ele deveria ter saído apenas com sua esposa e empregados, mas resolveu levar o pai Terah e seu sobrinho Ló.
A vida de Abrão foi marcada por altares, poços e tendas. Ló nunca demonstrou envolvimento nas questões que tiraram Abrão de sua terra, ou seja, Deus nunca esteve nos planos de Ló. Ló é um exemplo daqueles que seguem os que servem a Deus. Acompanham enquanto podem usufruir alguma coisa dos que verdadeiramente tem propósitos com Deus. Ló estava preocupado com as regalias que poderia ter enquanto seguia seu tio, mas não projetava nenhum compromisso com o Deus de Abrão.
Como ninguém consegue enganar por muito tempo, chega então o momento da verdade, em que os pastores de Abrão começam a contender com os pastores de Ló. Começam os conflitos de propósitos.
É assim que acontece também nos dias de hoje, os pastores do gado de Abrão nunca se entenderão com os pastores usurpadores do gado de Ló.
O foco de Ló e de seus pastores está registrado no versículo 10 do mesmo capítulo 13 de Gênesis:
“ (…) Então Ló levantou os olhos, e viu toda a planície do Jordão, que era toda bem regada (antes de haver o Senhor destruído Sodoma e Gomorra), e era como o jardim do Senhor, como a terra do Egito, até chegar a Zoar. (…)”
Em meio a crise dos pastores, o então, Abrão, sabiamente pede para Ló escolher seu caminho, a saber que, conforme o destino que viesse a escolher Abrão tomaria a direção diametralmente oposta.
Ló levanta seus olhos e escolhe as campinas verdejantes, que era “parecida com o Jardim do Senhor”, parecia, mas na realidade não era. Ló escolheu ir para Sodoma, e com ele foram os “Pastores de seu gado”.
Ló é o exemplo da Teologia da Prosperidade que tem seu foco nas aparências, na ilusão, naquilo que parece ser de Deus, mas é Sodoma, é vaidade, satisfação terrena e carnal, não querem renúncia, mas só usufruir das “Benção”, que, segundo sua interpretação herética, Deus é “Obrigado a dar”.
Por incrível que pareça, o nome Ló em hebraico tem a mesma pronúncia da palavra “NÃO”. Exemplo a não ser seguido.
Com Ló seguiram sua família, bens, e “pastores”.
No final das contas, por misericórdia, o Senhor manda anjos a Sodoma para salvar Ló e sua família. Sua esposa se demora (olha para trás), é transformada em estátua de sal; se salvam Ló e suas duas filhas. A Bíblia não menciona mais seus “Pastores”. Resultado: as filhas de Ló o embebedam e cometem incesto com o pai gerando dois filhos, Amon e Moabe. Estes frutos de Ló se tornariam nações e seriam a pedra no sapato de Israel em toda a sua história de conquista na terra da Palestina. Foi a desgraça gerada daquele que nunca teve vontade de servir a Deus, mas apenas aproveitar das Suas bênçãos. Assim como a Teologia da Prosperidade é a maldição que está impedindo tantos crentes de se chegarem ao verdadeiro evangelho.
Abrão, por sua vez, escolheu o deserto, a renúncia, a dificuldade, a escassez, a seca, a dependência única e exclusiva do Senhor.
Em Gênesis 15. 5-6 o Senhor aparece a Abrão e lhe diz:
“ (…) Então o levou para fora, e disse: Olha agora para o céu, e conta as estrelas, se as podes contar; e acrescentou-lhe: Assim será a tua descendência. E creu Abrão no Senhor, e o Senhor imputou-lhe isto como justiça.(…)”

Que gritante diferença! Ló levantou os olhos e viu as campinas de Sodoma, Abrão levantou os olhos e viu o céu e as promessas do Senhor.
Não sei que tipo de pastor tu és.
Não sei quais são os teus propósitos.
Não sei que tipo de evangelho tu pregas.
Mas se ainda resta algum temor do Senhor em teu coração, rompa com a ilusão das campinas verdejantes e da maldição, mergulhe de vez nas promessas que te aguardam no meio do deserto, tua benção te aguarda lá.

Jesus te abençoe.

PARE O MUNDO QUE EU QUERO DESCER !!!!

o mundo 300x200 PARE  O  MUNDO  QUE  EU  QUERO  DESCER !!!!

Por: Pr Armando Taranto Neto

Sou da década de 60, para ser mais exato 1963.
Sempre via em meus avós ou aqueles tios mais idosos uma referência para poder nortear todos os meus relacionamentos de adolescente. Claro, você vai dizer:
“ – Os tempos mudaram!”
Concordo, os tempos mudaram, mas a moral, os bons costumes, o senso de ridículo e o respeito são princípios imutáveis, pelo menos na vida cristã, é o que se espera.
Esta semana assisti a uma reportagem onde senhoras com seus 70, 75 e até 80 anos participavam de um “Ensaio Erótico Sensual” (sic). Uma delas, inclusive, sendo orientada pelo próprio marido para (segundo o próprio) conter a “ousadia” do fotógrafo. Em seguida alguns profissionais da moda e psicólogos comentaram a atitude das idosas senhoras enaltecendo-as, justificando-as inclusive dizendo: “ – Na melhor idade também há sensualidade e erotismo”.
Uma vez mais me lembrei de minha querida avó, onde em situações como essas diria:
“- Meu netinho, “Enquanto houver burro, São Jorge não anda a pé!” ” , em outras palavras: “Os porcos estão onde há fartura de lavagem”.
Jesus seria mais direto e mais contextualizado com vovó:
“(…) Perguntaram-lhe: Onde, Senhor? E respondeu-lhes: Onde estiver o corpo, aí se ajuntarão também os abutres (…)” Lucas 17.37
Imediatamente me remeti aos idos 1975 quando nos momentos de crise existencial procurava conselhos com a vovó, que sempre tinha uma palavra sábia nos direcionando para a via da ética, bons costumes e respeito. Fiquei imaginando vovó assistindo a mesma reportagem ao meu lado e tecendo seus sábios comentários….
Nunca saberei o que ela diria, mas pelo andar das coisas tenho certeza de que “É O FIM”.
Não adianta se indignar pela pobre adolescente estuprada à luz do dia dentro de um ônibus, em pleno Leblon (RJ) por um maníaco perverso, quando a poucos metros dali algumas vovós, no mesmo “espírito de erotismo e sensualidade”, estavam emprestando seus enrugados corpos para um “Ensaio”.
Não sei se Jeremias presenciou alguma abominação parecida em sua época, mas quero emprestar desse sofrido profeta a mesma indignação pelos seus contemporâneos quando diz:
“(…) Porventura se envergonham de terem cometido abominação? Não; de maneira alguma se envergonham, nem sabem que coisa é envergonhar-se. Portanto cairão entre os que caem; e no tempo em que eu os visitar, serão derribados, diz o Senhor.(…)” Jeremias 8.12

Sendo assim, só me resta puxar a cordinha e pedir ao motorista:

PARE O MUNDO QUE EU QUERO DESCER!!!!!!!!!!!
OU MELHOR: “ – MARANATA, ORA VEM SENHOR JESUS!!!

SE PARA VOCÊ É “DEVER” PARA MIM É “QUERER”!

algema 295x300 SE PARA VOCÊ  É  DEVER  PARA  MIM  É  QUERER!

Por: Pr Armando Taranto Neto

“(…) E eis que se aproximou dele um jovem, e lhe disse: Mestre, que bem farei para conseguir a vida eterna? Respondeu-lhe ele: Por que me perguntas sobre o que é bom? Um só é bom; mas se é que queres entrar na vida, guarda os mandamentos. Perguntou-lhe ele: Quais? Respondeu Jesus: Não matarás; não adulterarás; não furtarás; não dirás falso testemunho; honra a teu pai e a tua mãe; e amarás o teu próximo como a ti mesmo. Disse-lhe o jovem: Tudo isso tenho guardado; que me falta ainda? Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, segue-me. Mas o jovem, ouvindo essa palavra, retirou-se triste; porque possuía muitos bens. (…)” [Mateus 19.16-22]

Quem deseja obter a Vida Eterna deve guardar os Mandamentos.
Aquele que escolhe, além de tudo isto, negar-se a si mesmo, renunciar ao mundo e seguir a Cristo, esse possui um eterno tesouro nos céus; não é bom apenas, é “Perfeito”.
É discípulo de Moisés aquele que renuncia o que é ilícito.
É discípulo de Cristo quem renuncia também o que é lícito.
O “Tu Deves” (da Lei) é necessário, obrigatório e imposto exteriormente.
O “Eu Quero” (do Evangelho) por sua vez é espontâneo, é livre e vem de dentro de nós.
A maior benção do homem crístico (transformado pelo evangelho de Jesus Cristo) repousa em “Querer” livremente o que “Deve” necessariamente”. O crístico faz as coisas pesadas como se não tivessem peso algum, faz com júbilo e alegria as coisas tristes e sorrindo as coisas que fazem outros prantearem. Para este não há mais caminho estreito e nem porta apertada. Para este novo homem o “Jugo é suave e o Peso é leve”. Descobriu, acima de tudo, que o glorioso e jubiloso “Eu Quero” transcende o angustiante e entristecedor “Tu Deves”. Ele foi liberto pela Verdade.
Enquanto tu sentires o “Dever” de fazer para Jesus, não poderás usufruir da grande benção de “Querer” fazer para a glória de Deus Pai.

Pense nisso!

Dar ou Receber? Onde está a Felicidade?

dar 300x199 Dar ou Receber?  Onde está a Felicidade?

Por: Pr Armando Taranto Neto

“ (…) Em tudo vos dei o exemplo de que assim trabalhando, é necessário socorrer os enfermos, recordando as palavras do Senhor Jesus, porquanto ele mesmo disse: Coisa mais bem-aventurada é dar do que receber. (…)” [Atos 20.35]

“Sem sombra de dúvidas há mais júbilo em dar que em receber”
Este adágio não foi gerado neste mundo egoísta, pois o “mundano” se realiza em receber e se entristece em dar.
Você já parou para pensar que Deus só dá e não recebe, porque n’Ele habita a infinita plenitude, que deságua em nós, infinito vazio.
Quanto mais Crístico é o homem mais dá e menos recebe.
Só pode dar sem pensar em abrir falência aquele que possui em si as eternas e inesgotáveis riquezas do Pai.
Só experimenta o ápice do prazer em dar o homem que, dando do que é seu, enriquece a si próprio e aos outros.
O rei da espiritualidade, o milionário da Graça de Deus, o Capitalista da alma – sim, só este consegue compreender este estranho paradoxo que nem mesmo os evangelistas conseguiram explicar, mas que Paulo, o apóstolo dos gentios, colheu dos lábios do próprio Cristo: “Há mais felicidade em dar que em receber”.
Dar para depois receber é o escambo do egoísta.
Dar para “dar” é a filosofia do altruísta.
Dar para não receber é a máxima da Divindade, é a base do Evangelho de Cristo Jesus.

Mais feliz ainda serás tu, se deres a quem não te pode retribuir.

Pense nisso!

Pr Armando Taranto Neto